O que é automatizar um armazém
Automatizar um armazém é fazer com que máquinas coordenadas por software guardem, busquem e transportem a carga que hoje é movimentada por pessoas com empilhadeiras. Não há tamanho mínimo: o que decide é qual dessas três situações você tem.
Um armazém automático — também chamado de armazém automatizado — é aquele em que a guarda, a busca e o transporte da carga são feitos por equipamentos guiados por software, e não por pessoas que caminham ou dirigem.
Vale igualmente para um armazém, um depósito ou um centro de distribuição: o que muda não é o prédio, é quem vai buscar a carga. Os equipamentos são transelevadores, robôs shuttle, robôs móveis, torres de armazenagem vertical e transportadores, e o software que os coordena decide o que se movimenta, em que ordem e para onde. Não é tudo ou nada.
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A maioria das operações automatiza um processo — a armazenagem, a separação de pedidos ou o transporte interno — e deixa o resto manual. Por isso os robôs para armazéns não são o ponto de partida, e sim o destino: o projeto começa pelo problema que você tem hoje, e a robótica aparece onde a organização já não basta.

Quando compensa automatizar
As três se resolvem com a mesma coisa: um sistema automático de armazenagem e separação — ASRS, pela sigla em inglês —, em que o equipamento vai buscar a carga e a traz até o operador, em vez de o operador caminhar até ela. O que muda de um caso para outro é qual arquitetura compensa.
Ficou sem piso
O prédio está cheio, mas o volume de cima está vazio. Automatizar em altura pode multiplicar em até 3 vezes a capacidade do mesmo prédio e liberar até 66% do piso. É o caso em que a conta fecha mais rápido, porque cada metro quadrado que você não aluga nem constrói entra inteiro no cálculo.
A separação de pedidos não dá conta
O pico é resolvido com mais gente e mais horas e, mesmo assim, os pedidos saem atrasados. Quando o produto vai até o operador, em vez de o operador caminhar até ele, a separação deixa de depender de quanta gente você consegue contratar.
A operação depende de poucas pessoas
Quem sabe onde está cada coisa é uma pessoa, não o sistema. Um armazém automático com software de gestão guarda esse conhecimento onde ele não sai de férias: a acuracidade do inventário passa a depender do registro automático de cada movimento, e não de alguém se lembrar.
As famílias de tecnologia e o que cada uma resolve
A escolha não começa pela máquina: começa pela unidade de carga, pelo perfil de movimento e pelo que o prédio permite. Com esses três dados, descartam-se famílias inteiras antes de falar de orçamento.
Armazenagem automática de paletesTranselevadores que trabalham no corredor e chegam a qualquer posição. Para palete completo e para aproveitar a altura: a família trabalha na faixa de 7 a 40 m.
Miniload: transelevador de caixasA mesma ideia para caixas e contentores: traz a caixa até um posto fixo onde o operador separa o pedido sem caminhar. Para milhares de itens pequenos.
Robôs shuttleTrabalham dentro do canal da estrutura, então o corredor desaparece e se ganha densidade em profundidade. Para poucos itens com muito volume de cada um.
Shuttle para câmara friaO shuttle preparado para trabalhar em baixa temperatura, até −25 °C, para tirar as pessoas da câmara.
Robôs móveis: AGV e AMRVeículos que transportam a carga sozinhos entre pontos do armazém: o AGV segue um caminho fixo e o AMR navega por conta própria. Não armazenam: transportam.
Empilhadeiras autônomasEmpilhadeiras autônomas, também chamadas de robóticas ou automáticas (VFR), que se conduzem sozinhas e guardam o palete no porta-paletes seletivo que o armazém já tem, sem trilhos nem estrutura nova. Costumam ser o primeiro passo: começa-se com um ou dois robôs.
Armazenagem verticalTorres fechadas com bandejas que entregam a peça na altura do operador. Para peças pequenas e para quando a altura não é suficiente para os sistemas de paletes.
Transporte internoTransportadores que conectam recebimento, armazenagem, separação e expedição para que a carga circule sem um equipamento e um operador por trajeto.
Software de gestão e controleO sistema de gestão de armazém (WMS) que a STOKA implanta, integrado ao ERP da empresa e ao de controle (WCS), que dá as ordens a cada máquina. Sem essa camada não há automação.
Por que automatizar em vez de alugar, construir ou mudar
As três saídas clássicas compram metros novos: pagam-se todos os meses, ou pagam-se uma vez e continuam exigindo manutenção. Automatizar não compra metros: usa os que você já tem e não está aproveitando, que é o volume acima de onde a empilhadeira alcança.
Alugar outro armazém
É a saída mais rápida e a que nunca termina: o custo se repete todos os meses e sobe a cada renovação. Além disso, divide a operação em duas, com o transporte entre armazéns e o estoque duplicado que isso obriga a manter.
Construir um galpão
Resolve por muitos anos e custa o terreno, a obra e o tempo até começar a operar. É a decisão certa quando o crescimento já está comprovado, não quando o prédio atual ainda tem volume sem uso.
Mudar a operação
Troca um prédio por outro e, no meio, há mudança, parada e uma curva de aprendizado que costuma não aparecer no orçamento. O problema de fundo viaja junto com a operação se não tiver sido resolvido antes.
Por etapas: de organizar a automatizar
Quase ninguém automatiza de uma vez, e não é preciso. Entra-se pelo degrau que o orçamento permitir, e cada etapa é projetada pensando na seguinte. Todo projeto de otimização da STOKA também diz onde e quando compensa automatizar; se ainda não compensa, também diz.
- Escalón 1
Organizar
Layout, endereçamento, slotting e processos. Sem comprar equipamentos. É o que mais vezes resolve o problema inteiro.
- Escalón 2
Equipar
Porta-paletes e estantes, mezaninos e software de gestão. O volume começa a ser usado, ainda sem automatizar.
- Escalón 3
Mecanizar
Transportadores e armazenagem vertical. A carga começa a se movimentar sozinha nos trechos em que mais se caminha.
- Escalón 4
Automatizar
Transelevadores, robôs shuttle, robôs móveis e o software que os coordena. É o degrau desta página.
Cada etapa é projetada pensando na seguinte, de acordo com a compatibilidade do sistema. Qual equipamento instalado hoje aceita depois um sistema automático é validado pela engenharia caso a caso: não é uma promessa geral.
Quanto custa e de onde vem o retorno
Não há preço de tabela: o número sai da unidade de carga, da quantidade de posições, da altura disponível, dos movimentos por hora no pico e da integração com o software de gestão. O payback de referência dos projetos que avaliamos é de 18 a 36 meses, e vem de três fontes. Qual pesa mais depende da sua operação, e é medido no levantamento com os seus números, não com uma média.
Os metros que você deixa de pagar
Cada metro quadrado liberado ao passar para a altura é um metro que você não aluga, não constrói e não mantém. Nas operações em que o espaço era a restrição, costuma ser a maior das três fontes.
As horas de operação
Quando o produto vai até o operador, deixam de ser percorridos os trajetos que hoje consomem boa parte do turno. A economia não se conta em pessoas: conta-se em horas por pedido, e aparece sobretudo nos picos.
Os erros que não chegam ao cliente
Cada devolução, cada retrabalho e cada pedido expedido errado têm um custo que quase nunca entra no orçamento. Com leitura automática de cada movimento, o inventário deixa de depender de contagens manuais.
Um prazo de retorno sem premissas declaradas é uma opinião.
As três que precisam ir para a mesa: qual área se libera e a que preço por metro, quantas horas por pedido se economizam e a que custo de mão de obra, e quantos erros se evitam e quanto custa cada um. Se alguma das três não estiver medida, o prazo não significa nada.
A comparação que decide é feita sobre dez anos de custo total: o investimento, a energia, a manutenção, as peças de reposição, as licenças e o pessoal que continua sendo necessário.
Sobre esse custo pesam também o tempo de resposta diante de uma falha, o deslocamento dos técnicos e a espera por uma peça.
Comissionamento em 3 a 4 meses
A instalação de um sistema automático leva de 3 a 4 meses a partir do pedido de compra, e inclui fabricação, embarque, montagem e comissionamento. É o prazo de referência da automação. Antes vêm o levantamento e o projeto, cuja duração depende de quão organizados estão os dados da operação.
O que a engenharia verifica, e o que acontece se o número não fecha
Não há um mínimo de altura, de planicidade de piso nem de carga admissível que valha para todos os sistemas: cada equipamento tem o seu, definido pelo fabricante. O que existe é uma ordem para medi-los, no levantamento e antes do orçamento, e uma saída para cada caso em que o valor não alcança.
Pé-direito livre e obstruções
Mede-se o pé-direito livre real até o ponto mais baixo: vigas, sprinklers, luminárias e dutos. Os sistemas automáticos de paletes trabalham na faixa de 7 a 40 m, e cada família tem a sua dentro dessa faixa. Se a altura não comporta a que seria ideal, o levantamento propõe a que cabe.
Planicidade e carga admissível do piso
As duas são definidas pelo fabricante do equipamento escolhido, não pela STOKA, e verificadas por um profissional habilitado com instrumentos. São medidas no levantamento. Se o piso não atende, a saída é um tratamento de superfície ou uma base nova na área do sistema, e isso entra no orçamento como mais um item.
Temperatura de trabalho
Se a operação é no frio, a faixa é definida pelo equipamento: os transelevadores trabalham até −30 °C e os sistemas shuttle até −25 °C. Isso é confirmado contra a temperatura real da sua câmara, não contra a nominal do projeto.
Instalação elétrica e acessos
Potência disponível, quadro, aterramento, e por onde o equipamento entra no prédio. É o que mais vezes obriga a mexer no cronograma e o que menos se olha antes de assinar.
O que muda de um setor para outro
A tecnologia é a mesma; o que muda é qual processo pesa mais. No e-commerce pesa a separação de pedidos, no frio pesa manter a temperatura em todo o percurso, na farmácia pesa a rastreabilidade por lote e, em um operador logístico, a densidade é diretamente a margem.
01E-commerce e varejoMuitos pedidos, poucas unidades.
02Logística e operadores 3PLA densidade é a margem.
03ManufaturaO armazém serve à linha.
04Alimentos e bebidasSai primeiro o que vence antes.
05Farmacêutica e produtos de saúdeO registro vale tanto quanto o produto.
06Mineração, petróleo e gásQuando falta uma peça, tudo para.
07Cadeia do frioO metro quadrado que se paga duas vezes.
08VinícolasDois picos por ano, e cada lote com nome próprio.
- Escopo
O que a STOKA cobre em um projeto
A STOKA faz a engenharia, o dimensionamento, a importação, a montagem, o comissionamento, a integração com o sistema de gestão e o suporte do sistema instalado.
Quando falta uma peça, quem consegue é a STOKA. Do fabricante do equipamento são a fabricação, a ficha técnica, o plano de manutenção e as tolerâncias de instalação, verificadas por um profissional habilitado.
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O projeto é conduzido pela STOKA de ponta a ponta.
- Cobertura
Projetos em toda a América Latina, a partir da Argentina
A STOKA é da Argentina, e avaliamos projetos de automação em toda a região.
A primeira análise é feita a distância, com os dados da sua operação, e viajamos quando o projeto justifica. Fusos horários próximos, do levantamento ao suporte.
Ver a cobertura por país
Por que automatizar com a STOKA
O fabricante faz os equipamentos; nós os colocamos em operação e os mantemos no seu armazém. Você não trata com a fábrica: trata com a equipe da STOKA, que entende a sua operação, está em um fuso horário próximo e responde pelo sistema depois da venda.
Do levantamento à assistência técnica
Engenharia, importação, montagem, comissionamento e assistência técnica são feitos pela mesma equipe. Se algo falha, você sabe para quem ligar.
Engenharia próxima
Todo o processo — levantamento, projeto, instalação e suporte — com a mesma equipe e em fusos horários próximos.
Integração com os seus sistemas
Experiência integrando com os ERPs com que trabalhamos: SAP, Oracle, Tango e desenvolvimentos próprios.
Quando vamos dizer para você não automatizar
Se o diagnóstico não fecha, dizemos. Estas são as três situações em que automatizar hoje seria gastar demais.
O problema é de organização, não de volume
Se o que falha é onde está cada coisa, e não quanto cabe, reorganizar o endereçamento e padronizar a unidade de carga resolve sem comprar equipamentos. Automatizar uma desordem a transforma em uma desordem mais rápida.
A operação está prestes a mudar
Se o mix de produtos, o volume ou o prédio vão mudar no curto prazo, o sistema é projetado sobre um dado que não vai mais existir quando entrar em operação. Convém esperar que o dado se estabilize.
O volume ainda não justifica
Um sistema automático se paga com movimentos. Se a operação ainda não os tem, o investimento se recupera em um prazo que não fecha. Nesse caso, compensa crescer por etapas: organizar primeiro, equipar depois e automatizar quando o volume pedir.
Automação de armazéns: perguntas frequentes
Não encontrou a sua pergunta?Respondemos em até 24 horas úteis.
Conte-nos o seu caso01O que é a automação de armazéns?
É fazer com que a guarda, a busca e o transporte da carga sejam feitos por máquinas coordenadas por software, em vez de pessoas com equipamentos de elevação. Inclui a armazenagem automática de paletes e de caixas, os robôs shuttle, os robôs móveis, a armazenagem vertical, o transporte interno e o software de gestão e controle. Não é tudo ou nada: dá para automatizar um único processo e deixar o resto manual.
02O que é um armazém automático?
É um armazém em que a carga é guardada e retirada por máquinas guiadas por software, sem um operador por movimentação: transelevadores, miniload para caixas, robôs shuttle ou empilhadeiras autônomas. Também é chamado de armazém automatizado ou robotizado.
03O que é um sistema AS/RS?
É a sigla em inglês de sistema automatizado de armazenagem e recuperação (Automated Storage and Retrieval System). Designa o conjunto de estrutura porta-paletes, máquinas que guardam e retiram a carga, transportadores de entrada e saída e software de controle. ASRS e AS/RS são a mesma sigla escrita de duas formas.
04Por onde começar a automatizar se o armazém já tem porta-paletes?
Se você tem porta-palete seletivo em bom estado, a primeira coisa que avaliamos são as empilhadeiras autônomas, também chamadas de robóticas ou automáticas (VFR): elas se conduzem sozinhas, guardam o palete na estrutura que já existe e são somadas de uma ou duas unidades por vez, sem trilhos nem estrutura nova. A engenharia valida em cada caso os corredores, a longarina mais alta e o estado da estrutura.
05Um armazém automático pode operar 24 horas?
A área automática pode trabalhar turnos que uma operação manual não sustenta, porque as máquinas não precisam de uma pessoa no corredor. Continuam precisando de pessoas em cada turno os postos de entrada e saída, o atendimento de incidentes e a manutenção programada, e isso é dimensionado no projeto. Essa forma de operar às vezes é chamada de dark warehouse.
06Quanto custa automatizar um armazém?
Não há preço de tabela: depende da unidade de carga, da quantidade de posições, da altura disponível, dos movimentos por hora no pico e da integração com o software de gestão. Nos projetos que avaliamos, o payback de referência é de 18 a 36 meses, e a comparação entre propostas é feita sobre dez anos de custo total.
07Quanto tempo leva para entrar em operação?
A instalação de um sistema automático leva de 3 a 4 meses a partir do pedido de compra, com fabricação, embarque, montagem e comissionamento. Antes vêm o levantamento e o projeto, cuja duração depende de quão organizados estão os dados da sua operação.
08É preciso um armazém grande para automatizar?
Não há tamanho mínimo. O que decide é o problema: falta de espaço, uma separação de pedidos que não dá conta ou uma operação que depende de poucas pessoas. O pé-direito livre define qual família de sistemas cabe, não se o armazém se qualifica: onde não cabe um sistema de paletes, cabem a armazenagem vertical, a estrutura porta-paletes ou o trabalho sobre o processo.
09Dá para automatizar por etapas?
Sim, e é o habitual. Automatiza-se primeiro o processo em que a operação trava, e o resto continua manual. Cada etapa é projetada pensando na seguinte, mas qual equipamento instalado hoje aceita depois um sistema automático é validado pela engenharia caso a caso: não é uma promessa geral.
10A STOKA fabrica os equipamentos ou os importa?
Nós os projetamos, dimensionamos, colocamos em operação e mantemos. A engenharia do sistema, a montagem, a integração com o software e o suporte posterior são feitos pela STOKA.
11Os equipamentos têm garantia de fábrica na Argentina?
Sim. A garantia é a do equipamento instalado e é executada pela STOKA: você reclama aqui e aqui se resolve. O escopo e o prazo são declarados na documentação do equipamento escolhido e entregues com o projeto.
12Vocês trabalham fora da Argentina?
Sim. A STOKA é da Argentina e avaliamos projetos em toda a América Latina: a primeira análise é feita a distância com os seus dados, e viajamos quando o projeto justifica.
Vale a pena automatizar o seu armazém?Analisamos com os seus dados.
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